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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Dona Lourdes e sua bomba devastadora de ego!


Terça feira da semana passada, no meio de uma viagem de trabalho, passei na minha mãe para visita-la rapidamente.
Ao me ver, fofa já me disse:
-Nossa você esta muito gordo... olha só seu pescoço sua cara!
Como um filho tarimbado.... respondi uns resmungos e liguei meu botão auto estima no modo super power.
Sábado, quatro dias depois, fui pra São Paulo buscar minha cama e colchão na loja de meu irmão.
Ao me ver, minha cunhada olhou me estranhamente e disse:
- Nossa, sua mãe falou que você estava tão gordo, mais gordo que seu irmão... e você não esta do jeito que ela falou!
Eu olhei pra minha cunhado e disse (e com os efeitos colaterais da bomba de ego da Lourdes funcionando de novo.)
- O duro não é ela só achar é ela fazer propaganda disso!!
Liguei meu botão de auto estima de novo e tudo bem.
Depois fui para minha mãe, (note: durante o expediente de serviço uso roupa social e no meu dia a dia estou de camiseta e bermuda)
Ao chegar na minha mãe ela me olhou e disse:
-Nossa! você não esta tão gordo assim!
Olhei para pra ela e falei:
-Mãe só você achou, você fez a propaganda eu não cooperei com isso, agora faz favor de propagar sua nova impressão sobre minha gordura!
Ai ela disse que não ia falar mais nada pra ninguém!!

Minha mãe sempre fofa!!

Depois ainda dizem... só mãe pra elogiar.... aaaa não conhecem as Mães Barranco



sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Homenageado no dia dos pais

Neste fim de semana fui homenageado no jornal da associação dos funcionários públicos daqui da minha cidade.
Claro que sabia que seria homenageado, me enviaram umas perguntas eu achei complicado, perguntei se podia escrever o artigo. Deixei claro que se não estivesse bom, pelo menos estariam as informações necessárias para ser executado.
Me enviaram uma resposta dizendo que estava perfeito... e no fim ficou meio que eu mesmo me entrevistando num misto de "I'm more I" com modéstia as favas!
Ai esta o jornal e minha auto entrevista.
O texto do jornal:
“Apesar de ter sido pai muito jovem, sempre foi meus planos ter filho. Tanto que isso foi muito imediato ao meu casamento e meu filho mais velho nasceu quando eu tinha 10 meses de casado.
Quando soube que seria pai, ocorreu uma reviravolta na minha vida; algo como você deixar de ser o cara que não tem medo de viver a vida e que não teme o dia de amanhã para passar a pensar num futuro, planejar como você estará, pois você quer viver para ter a felicidade de acompanhar seu filho. Acho que isso deve se chamar responsabilidade.
Acompanhei cada passo da gravidez da minha mulher com tanta ansiedade, lia tudo que surgia, cada sintoma que ela tinha e procurava em revistas e livros especializados para saber o que era ou não era normal.
Toda a visita ao obstetra estava eu lá e fui ao curso de gestante. Enfim, só não tinha o filho na barriga!
Minha geração de pais foi pioneira em acompanhar as mães à sala de parto.
Assisti o parto num misto de emoção e medo e, junto com meu filho, chorei muito ao vê-lo nascer!
E isso não foi apenas com o primeiro filho. Quando soubemos que o Yan estava a caminho, a emoção foi a mesma; tínhamos o Kim tão novinho, mas era o que queríamos, eu não queria ter filhos com grande diferença de idade.
Nunca deixei de ir ao pediatra com eles. Quando veio a Winnie foi a mesma coisa. Muitos achavam-nos loucos, mas foi exatamente assim que eu imaginava minha família, e eles vieram como eu sonhei!
Não houve obstetra, não houve um parto, não houve pediatra, não houve reunião de pais que eu tenha deixado de ir!
Nunca fui ‘pai por obrigação’; sempre fui pai por muito prazer! E o prazer que eles me dão, eu busco sempre retribuir.
Mas houve um dia que o casamento não estava mais dando certo e achamos que, por bem de todos, iríamos nos separar. Contar para os meninos foi difícil. Adolescentes, a gente tinha medo de uma reação forte. Ledo engano! Meus filhos, claro, ficaram tristes; ninguém fica feliz com uma separação, mas foram tão fortes que nos deram todo o apoio necessário e até na decoração da minha nova casa, eles foram participar.
Anos depois, quando fui comunicar sobre meu novo relacionamento, achei que teria problemas e que não seria compreendido. Mas, mais uma vez, eles me deram um show e mostraram que amar está acima de qualquer coisa.
Aprendi muito com eles: se você ensina com amor e liberdade, você recebe o mesmo. Ser pai é aprender em dobro cada lição ensinada aos filhos, pelos próprios filhos! Acho que aprendi muito mais com eles do que eles comigo. Eles me ensinaram a ter uma razão para a vida.
E eu choro escrevendo essas frases... Sou um chorão!”


Foto de seriado

Na época que o Yan era porteño e fazia falta nas fotos.
Todos com seu cônjuges. (Marido e filhos postiços) 

Dona Lourdes e seus bambinos, Lauranne já fazendo seu debut!

Meu dia dos Pais é todos os dias, há mais de 26 anos vivencio essa felicidade, muito antes do Kim nascer já sentia esse prazer!




terça-feira, 14 de maio de 2013

A anaconda e a mousse de mármore

1989, fim do ano....
Jane aprendera a fazer uma mousse marmorizada. Testou varias vezes em casa com nós cobaias.
Aprovamos e elogiamos muito.
Nessa época sua irmã Jocasta (preservarei a identidade dela) estava passando uma temporada conosco. Jocasta que era um fio de rabiola, porém comia como uma anaconda que passara 1 ano em jejum.
Claro que as mousses eram aprovadas por ela, creio que se a mousse fosse de mármore ela só demoraria um pouco mais pra digerir.
A Jane toda orgulhosa com seu feito culinário, ligou para minha tia Cida, que era, para a Jane, o sonho de sofisticação e chiqueteza, convidando a para vir em casa para provar a tal. mousse.
No sábado de manhã a Jane foi para a cozinha e se dedicou a caprichar triplicadamente para que nossa tia e família se surpreendesse com o feito. Enquanto isso Jocasta, a anaconda assistia tudo na dela sabendo de tudo que iria acontecer.
Jane colocou a tal mousse no recipiente mais bambambã que tinha, enfeitou e tal, era uma obra de arte!
Deu banho nas crianças, conferiu se toda a casa estava "delirante" e foi se arrumar! E anaconda Jocasta na dela.
Chegou o momento glamour, chegou minha tia Cida, meu tio e minha prima (na verdade eles nem são tanto assim, mas pra Jane...UUUU são) e veio minha outra tia irmã de minha mãe pra essa inauguração da Mousse de Granito!
Conversa vem, conversa vai... Jane foi a cozinha para buscar a tal  ma-ra-vi-lho-sa mousse, chegando na cozinha a Jane da um grito suave me chamando, como eu a conhecia, sabia que algo não andava bem, deixei   as visitas em cargo de minha tia Lucia (irmã de minha mãe) e de Jocasta que na verdade estava muitissimo quieta.
Chegando na cozinha a Jane estava na cor de papel, me mostrou a estupenda mousse dela na vasilha... e lá só tinha um restinho, tipo 20% do total.
Claro, nem pensamos duas vezes, quem poderia ter sido, foi anaconda, o fiapo comia 2 pizzas sozinha, quem diria uma mousse.
Rápido a Jane resolveu colocar o restante em tacinhas e distribuir direto para os convidados, o que poderia fazer?
Levou na sala e deu as 3 tacinhas para minha tia Cida, meu tio e prima e voltou na cozinha pra raspar o que desse para dar pra minha tia Lúcia, que era de casa e para o Kim (que era o único dos meus filhos que comia algo na época). quando voltamos na sala, minha tia Cida gentilmente passou sua taça para Jocasta e meu tio passou para o Kim e ficaram esperando as outras taças.
Jocasta mesmo sabendo da confusão que tinha feito, estava tranquila comendo a mousse, como se fosse a primeira vez na vida, minha tia Lúcia, sacou o que estava acontecendo e disse que não queria e demos restos raspados da famosa mousse para minha tia e meu tio. Vergonha ao cubo.
A Jane sorria amarelo e eu queria ligar para o Butantã pra virem buscar a anaconda!
Uma semana depois a Jane foi à casa da minha tia Cida e levou uma mousse inteirinha e acabou contando a saia justa que passamos.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Teresina Célia, a atrapalhadinha

Teresina Célia foi por alguns anos um membro de nossa família, fora casada com um primo meu.  Teresina era uma pessoa engraçada, mas era engraçada não por contar piadas, ou por ser irônica. Teresina Célia era engraçada porque era desligada e digamos ingenua demais. Teresina Célia era filha de dona Barbosinha outra pessoa digamos engraçada no mesmo nível, desde que não alugasse a gente.
Deixa que eu explico tudo:
Teresina Célia casou-se as pressas com meu primo George Washington por motivos de gravidez, normal hoje normal há 25 anos atrás também.
Teresina Célia tinha sempre um olhar perdido, como se estivesse fazendo cálculos matemáticos complexos. Todos os dias durante sua gravidez, voltava de carona comigo para sua casa e conversávamos qualquer coisa.
Em uma das vezes aconselhei-a a comprar fraldas descartáveis regularmente antes de dar a luz, assim quando o pimpolho nascesse já teria um estoque razoável. Ela prontamente me respondeu:
- Já tenho 10 pacotes! - e com um olhar de quem estivesse fazendo cálculos vetoriais começou uma enxurrada de correções enquanto eu dirigia.
-Não tenho 9 pacotes.. espera.... calma... tenho 8 pacotes.. não não... tenho 7 pacotes... não.. tenho 6 pacotes... lembrei... tenho 5 pacotes... não não tenho 4 pacotes...
E eu dirigindo e olhando as vezes para calculadora HP humana fazendo seus cálculos...
-Não tenho 3 pacotes... ahh! tenho 2 pacotes! melhor.. tenho 1 pacote.... Pensando bem eu tenho uma fralda só que veio numa brincadeira do meu chá de cozinha!
Não abri mais minha boca sobre o assunto e resmunguei do transito, tinha medo de algum cálculo novo.

Passou-se 3 anos... Teresina Célia já era bem da família, todo mundo conhecia seu olhar "Perdidos no Espaço" e já nem dava trela para isso, porém tinha uma nova vítima para ouvi-la.

Era a festa de 3 anos do Yan, fizemos num buffet infantil perto de casa, minha então sogra ( a colheitadeira profissional ) estava nos ajudando a recepcionar os convidados.
Quem ela recepciona?
Teresina Célia olha para Dona Carmen e diz:
- DONA CARMEN COMO A SENHORA REJUVENESCEU!! PARECE 20 ANOS MAIS NOVA!!! NÃO TE DOU MAIS QUE 45 ANOS. (falou muito alto, afinal ela estava elogiando)
Dona Carmen sorri largamente para ela e  abraça a criatura para que pare de falar... afinal dona Carmen estava com 40 anos na época!
E Teresina Célia entrou feliz, crente que tinha feito bem a alguém!

Só por curiosidade a mãe de Teresina Célia, a dona Barbosinha, era uma mulher que tinha o disco furado, ela te encontrava na rua e começava uma lista de como vai fulano, como vai sicrano e quando terminava a lista ela começa a lista de novo, no minimo 3 vezes. ( sério, não estou exagerando).
Calculando os vetores da fralda descartável

Ou era muito ingenua ou era de uma perversidade cabulosa 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Os primeiros passos do seu filho

Quando engatinhar para seu filho é pouco e você o pega pelos bracinhos e ensaia os seus primeiros passos,  cada passo que ele dá é uma alegria tão grande pra você e uma conquista enorme para ele.
Passa-se os anos, você já nem lembra mais como era fazer isso, mas de repente você se vê novamente nessa conquista dos passos, só que os sentimentos não são tão simples, você esta feliz, mas por que chora tanto? Seu filho esta dando os passos para direção que sempre desejou, esta caminhando para um lugar ao sol, mas suas lágrimas são de felicidades? Sim são de felicidades, porém existe um misto de medo, tristeza de vê-lo partir para longe, de não estar perto quando ele precisar.
Porque de toda essa história?
Meu filho Yan esta de mudança, esta mudando para Buenos Aires para estudar e jogar Rugby, esta que não se contem de felicidade, toda sua ânsia juvenil sua sede de conquista transborda por todos os poros, impossível  nós pais não ficarmos contagiados.
Mas meus sentimentos são tão loucos, pois para cada sorriso de felicidade e orgulho, um nó no peito e na garganta surge, tenho certeza que sua mãe esta assim também.
Mas engolimos todos os temores e só desejamos o melhor!

Yan boa viagem!
Faça o seu melhor
Estamos orgulhosos de você, sempre!!
Seus pais, sua mãe, seus irmãos e suas avós torcem por você!
Vai fundo garoto!







Minha mãe, que nos últimos 4 anos conviveu com ele diariamente, 
pois ele resolveu morar com ela em São Paulo, esta murchinha,
pra ela é mais difícil pensar no Yan 5 anos fora.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Cristo Redentor e minha mãe


Estivemos, neste último dezembro, no Rio de Janeiro, visitando meu filho Kim e minha nora Lauranne, comigo foram minha mãe e minha tia Lúcia, a irmã caçula de minha mãe (isso não significa que ela seja uma menininha, ok?). Minha mãe fazia 32 anos que visitara o Rio e minha tia fazia 45 anos, ou seja, elas conheciam um outro Rio de Janeiro.
Todo o trânsito da cidade não as assustou tanto, já que as moçoilas são moradoras de São Paulo, mas a mim,  irritou me os buzinadores, pois carioca, não sei por quê, tem um paixão frenética pela buzina.

Mas o Cristo Redentor algo estava estranho, segundo a visão de Dona Lourdes, ao visitarmos a Lagoa Rodrigo de Freitas, minha mãe olhou o morro do Corcovado e viu o Cristo e disse:
- Opa! esse não é o Cristo Redentor! Deve ser outro, acho que fizeram mais um, só que menor!
Não adiantou a gente rir e dizer que era o mesmo, pois ela encasquetou que esse Cristo estava pequeno.

Visitamos o Cristo Redentor depois de alguns dias, ai minha mãe teve a certeza que o Cristo encolheu. (confesso que também tive essa impressão).

Mas no Cristo a diversão continuou...
Uma imensidão de turistas do mundo todo e Dona Lourdes no meio de todos.
No mirante em frente ao Cristo tem uma escadaria e havia uma senhora com uma bengala subindo as escadas, Dona Lourdes que é uma moça de 83 anos resolveu ajuda-la.
Ao término da escadaria, a senhorinha disse: -Thank you! 
Minha mãe dominadora do idioma respondeu: -hehehehe uma velha ajudando a outra, é engraçado mesmo!

Um casal de algum estado do Nordeste estava com seus filhos adolescentes tirando fotos, a filha tirava dos pais com o irmão e a mãe pedia pra que fosse rápida pois a bateria da câmera estava acabando.
Minha mãe observou tudo e virou pra mim e disse:
-Nossa eu entendi quase tudo o que eles falaram! Entendi que as pilhas da maquina fotográfica estão fracas!
Eu respondi:
Mãe! eles estão falando o nosso idioma, ainda bem que a senhora ainda entende o português!

Essa é a Dona Lourdes!
Acho que esse Não é o Cristo Redentor

Estou falando que ele é pequeno!

Os cincos aventurantes

As irmãs, e minha tia em um momento de Kátia cega


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Aniversário de Dona Lourdes

Minha mãe faz 83 anos de pura energia!
Ela sempre reclama que não consegue fazer isso ou aquilo, mas nossa, ela faz tanta coisa que tem muita gente com a metade da idade que não chega a seus pés.

Ela administra sua casa, "toma" conta dos meus filhos, vai no mercado, compra suas roupas, vai na administradora de alugueis, da aula de pintura em tecido na Terceira Idade da Igreja, cozinha o que os netos gostam, viaja bastante e ainda faz trico a rodo!


Com minha tia Mercedes, sua irmã e fiel escudeira

Tudo isso recheada de asma, ai se não tivesse, ninguém segurava essa mulher maravilha.


A dona do melhor arroz com amêijoas (vôngole) do universo!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Enquanto isso no elevador...

Quando você tem culpa:
Minha prima Zuleika e seu marido entraram no elevador em um prédio super chic, claro, em frente a porta do elevador aquele maravilhoso espelho que toda mulher adora aproveitar os momentos parados, para retocar a maquiagem, pois bem, Zuleika olhando para o espelho e retocando algo no batom e seu marido do lado, o elevador para no sexto andar, 2 andares antes do  que eles iriam parar, Zuleika toda distraída com seu make up de elevador olhou pelo espelho as pessoas que ali entravam, distraída, diz alto e em bom tom: -Nossa que gente feia tem nesse andar! Imediatamente ao falar isso arregala os olhos e percebe que pensou em voz alta, olhou para as pessoas que espantadas olhavam para ela, olhou para o marido que, mais espantado ainda, olhava pra ela. 
Claro que um dos 'monstrinhos' foi na defesa e a chamou de horrorosa tambem, por puro despeito, mas o clima foi péssimo, e os 2 andares que faltavam, pareceu que demorou 20 dias para chegar!

Quando você não tem culpa:

Entrei no elevador onde morava, ao entrar senti um cheiro horrível de peido, me irritei mas não tinha o que fazer e apertei o botão pra descer. Logo no andar de baixo parou e entrou uns novos vizinhos que sentiram o mesmo cheiro que eu, so que EU estava no elevador. E ai? na hora pensei, se falo que o cheiro já estava, eles sorririam amarelo e pensariam que eu era mentiroso, se eu não falar nada eles pensariam que eu era um porco cara de pau, se eu dissesse que era alguém que passou com o lixo não rolaria, pois o cheiro era de peido.. ou seja eu me ferrei, passei por peidoleiro de elevador.
Conselho: Ao entrar num elevador vazio com cheiro de peido, saia imediatamente, não fique nesse incriminador! 

Tipo assim, todo mundo me olhando como se eu fosse culpado

segunda-feira, 5 de março de 2012

A baronesa do mijo

Em 1983 foi inaugurado o Shopping Center Norte em São Paulo, e como todo bom paulistano, tínhamos  que conhece-lo.
Nessa empreitada fui eu e a minha prima Patricia (ja falei dela aqui e aqui), o shopping estava lotado, um monte de paulistano querendo ver algo tãããão inédito: Um monte de lojas juntas, igual a qualquer outro shopping!
Mas como muvuca é algo que atrai adolescente, estávamos lá nos divertindo horrores, até que nos deparamos com um quiosque bem no meio do patio central do shopping, estava escrito: "Maquina do Tempo Photos" e envolta vários painéis com foto de modelos vestidos com roupas antigas.
A vá! que os dois abestados ficaram com coceira para tirar foto, fomos lá, era cara pra caramba, mas eu queria porque queria tirar a foto e fomos para as cabines improvisadas escolher as roupas. Vimos algumas roupas e resolvemos escolher roupas que fossemos parecer os barões do café de São Paulo, algo bem suntuoso para a nós que somos bestas e nos achamos da classe alta!
A roupa era toda aberta por trás e presa por velcro, ou seja você mantinha-se com sua roupa e colocava essa roupa por cima, esquece querer parecer magrinho na foto, pois além da roupa ser cheia de frufru você tem sua roupa por baixo, isso faz um volume extra. Saímos das cabines nos achando um máximo, só não contávamos que um shopping lotado, uma acontecimento desses em um quiosque era "O acontecimento", quando nos demos conta deveria ter umas 200 pessoas ou mais assistindo a cena, pelo pátio ser mais baixo e ter degraus para chegar nele, os degraus viraram arquibancada, maldita falta do que fazer no shopping que qualquer coisa vira atração. Todo mundo olhando para a gente e a gente com ataque de riso contido por vergonha ou histeria mesmo, até que a Patricia depois de rir muito, fala baixinho pra mim: -Me mijei! Ai fodeu, eu não parei mais de rir e tínhamos que manter a seriedade para a foto, afinal eramos os barões do Café ou do Mijo, sei lá!
O duro foi tirar as fantasias a Patricia pegou uma blusa e amarrou na cintura para disfarçar a mijadinha e tivemos que agradecer a todos, os aplausos e a fama de um dia.


Eu com 19 anos e a Patricia com 14 anos.
Barões "High Society" 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Unidos do Milharal

Passamos o carnaval de 1977 no sitio, foi toda a família, claro que juntou todos os primos e isso, quando acontecia, era um caldeirão de ideias. Resolvemos fazer uma escola de samba. Meu irmão Joanes, não sei por que cargas d'água, trouxera uma bateria para o sitio, na verdade o Joanes tinha uma mania de levar coisas para o sitio que perdia se no sentido do lugar, visto que até prancha de surf ele ja havia levado (nota-se que Mogi das Cruzes não é praia) e ja que tínhamos 'praticamente' uma escola de samba guardada na dispensa de comida (?), porque não fazer uma? Escola de samba, ok? não uma feijoada!
Começamos a planejar a nossa grande escola de samba, bobagem pensar em Bloco carnavalesco, eramos megalomaníacos, ja tínhamos pensado em mestre sala, porta bandeira, ala das baterias (uma), ala das baianas, criamos um samba enredo e as fantasia, claro era o mais legal de tudo! tinhas as matérias primas ideais. As roupas velhas da minha mãe das minhas tias e da minha avó e tínhamos um milharal ( nunca entendi por que meu pai plantou um milharal no sitio, ja que sempre tivemos o sitio somente para lazer, coisas do meu irmão Joanes, que tinha e tem mania de chacareiro) e todas as fantasias eram derivadas de roupas ou de um pé de milho, a ala das baianas era o primor de nossas criações
Com um milharal gigante, como iriamos chamar a escola de samba? Unidos do Milharal, sem sombra de dúvida! crianças entre 9 e 12 anos tem criatividade exalando por todos os poros e nós eramos máquinas criadoras!
Criamos o samba enredo, afinal escola de samba que é escola de samba tem um samba enredo. Na época a Mangueira estava com o samba enredo "Meninos da Mangueira" um sucesso muito grande. como não eramos versados e músicos, criamos em cima dessa música a nossa música. "Meninos do Milharal".
Lembro da Letra até hoje, utilizamos todos os nomes das pessoas que na música original fala, trocamos por nome de nossa família. Ficou assim:

Meninos do Milharal
Composição: meninos do milharal 1977
♪Os meninos do milharal
receberam de natal
um padeiro e uma cuica
que lhe deu Papai Noel
Tio Joanes Sarará
Filho então de Dona Ana
Carnaval ja vem chegando
e tem gente batucando
São os meninos do milharal
David Cachaça e o Mauricel
Mestre Lincola e o Marcelel
E dona Patricia toda orgulhosa
É a primeira mulher da amarelo e rosa
Na velha guarda se reune os meninos 
la na Barraquela,
Abram alas que vem ela
a Milharal toda bela... ♫

Chegou o dia do desfile, chamamos todos os adultos para assistir ao desfile; desfilamos; desafinamos, demos gargalhadas, não sabíamos sambar e daí? foi tão engraçado que passou-se 35 anos e todos nós lembramos tanto da cena como da música. 
Outro dia ouvi o samba enredo original "Meninos da Mangueira" quando ouvi a frase:
♪"...E onde é que se junta
O passado o futuro e o presente
Onde o samba é permanente
Na mangueira minha gente..."♫
Me deu uma vontade de chorar de saudades da minha infância, por que a gente envelhece e perde a ingenuidade?








Nós nos vestimos com roupas velhas e espigas de milho mas na nossa imaginação estávamos assim!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Acabou chorare, Yopa, Baú e memórias

Ferias de verão na praia era o o momento mais esperado, meu pelo menos. Tínhamos um apartamento em São Vicente,SP, na praia de José Menino, na verdade, tínhamos 1/4 de um apartamento, pois meu pai comprara o apartamento junto dos seus irmão, isso fazia com que usássemos pouquíssimas vezes o apartamento, na verdade usávamos uma vez por ano, primeiro porque todo mundo usava intensamente o local e segundo porque meu pai não era um amante de praia.Por isso era meu momento muito esperado.
Era o ano de 1974 seria a última vez que iramos usar esse apartamento, eu tinha quase 10 anos, fomos todos de casa, mais minha tia Clarice e meus primos, Zuleika, Sônia, Sandra e o Zé.
Nesse ano fatos interessantes marcavam o verão e marcaram minha memória, no final do ano de 73 os Novos Baianos lançaram o seu primeiro LP "Acabou Chorare" e isso fazia com que minhas primas cantassem o hit do momento o tempo todo: "Preta, Preta, Pretinha" é elas estavam pretas de sol mesmo! Sempre tinha a moçadinha que passava a cantada fajuta: - "Eu ia lhe chamar! Preta preta pretinha!". Outra coisa que me marcou, foi o surgimento do sorvete Yopa com seus picolés de dois palitos, que era algo nonsense, pois você tinha que ser um engenheiro chupador simétrico de sorvete para não perder a metade do sorvete no chão, coisa que acontecia com todo mundo. Outra coisa que marcou muito e que deu uma fama injusta, foi que uma tardezinha fomos passear na Ilha Porchat e vimos um pessoal em uma Perua Kombi do Baú da Felicidade e concluímos que fossem os vendedores dos tais carnês, todos estavam se divertindo na praia e nadando de roupas de baixo, tipo as mulheres de calcinha e sutiã e os homens de cuecas.
Minha mãe olhou aquilo e disse: Essas mulheres não prestam, essa gente que vende carnê do Baú não presta.!
Isso foi uma sentença de morte na minha cabeça e por muitos e muitos anos, toda vez que eu via algum vendedor ou vendedora do Baú olhava os com um asco como se eles fossem "pessoas de mal caráter". Acho que demorou mais de 15 anos para eu perceber que isso era ridículo e que não tinha nada a ver!

♪ Eu ia lhe chamar, enquanto corria a barca! lhe chamar.. enquanto corria a barca! ♫

Sandra, Sônia, minha mãe, Zuleika. Zé, na frente eu e no fundão o Bira

Brasil esquentai vossos pandeiros...


Queria ter achado uma foto melhor do sorvete de dois palitos


O carnê das "peladonas"

Por que foi o último ano que usamos o apartamento na praia? Meu pai comprou o sítio no mes de setembro de 1974, ai nosso foco foi para o mato e minhas aventuras estão contadas a rodo por aqui.

Acho que este post é mais um exercício de memória para mim e um ataque de saudosismo do que algo interessante de se ler.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Frango de ceia à cearense

Em 1984, resolvemos passar o fim de ano em Fortaleza, meu pai minha mãe, alguns tios, minha prima Zuleika seu então na época noivo e uns primos de meu pai.
Tudo muito lindo, não conhecíamos nada do nordeste (ja falei de uma aventura nessa mesma viagem aqui), então ficamos encantado com tudo.
O hotel era muto bom, novo não 5 estrelas, creio que 3 estrelas, mas tudo muito charmoso e aconchegante. no dia 31 de dezembro de manhã, minha mãe, toda preocupada com a possível ceia, foi conversar com a recepção do hotel pra saber o que fariam para a noite. Ela foi informada que o hotel não faria festa para os hóspedes, mas que aceitaria encomendas de jantar para quem estivesse querendo.
Minha mãe, minha tia e a prima do meu pai foram até o restaurante para examinar o cardápio e lá escolher o que mais poderia parecer com uma ceia, escolheram tudo em abundância como é peculiar nelas.
Partimos para um passeio tranquilos sem nos preocuparmos com a comida. Passamos o dia todo na praia torramos no sol, protetor solar? o que é isso? vivíamos em um tempo que poucos sabiam o que era isso, voltávamos camaraônicos  e felizes. Mas voltando a história, chegamos a noitinha no hotel, tomamos banhos nos arrumamos todos lindos queimados e com roupas brancas deslumbrantes e prontos para desfrutar a ceia de Réveillon.
Sentamos nas mesas que estavam decoradas ricamente com nada! eles simplesmente deixaram as mesas como um dia normal, minha mãe que não liga muito para firulas, não se incomodou, estava esperando a comida.
começou a vir as coisas, minha mãe teve o cuidado de não pedir nada de frutos do mar, pois estávamos comendo lagosta e camarão a semana toda e ela achou que isso seria algo comum demais. Chegou umas porções disso e daquilo que pareciam coisas boas, mas nada diferenciado para uma ceia. Ai surge os frangos que minha mãe quis que viesse enfeitados como se fossem perus.
Quando minha mãe viu que apareceu meio galetinho assado com uma farofa do lado e meio pêssego em calda, a dona Lourdes despirocou! ela começou a gritar, sei lá por que ela dizia:
-Frango no Ceará é saci? só tem uma perna? uma asa? onde ja se viu? o Joanes que gosta de comer frango só vai comer assim???
Meu pai que nem estava ai para o frango e suas pernas, dizia: - Deixa quieto!
Mas minha mãe não ouvia, minha mãe estava sedenta de justiça, ela queria falar com a cozinheira, queria saber o que ela tinha feito com a metade do frango, queria saber se ela sabia o que era frango de ceia!
De início ficamos chocados, mas depois de 5 minutos começamos a achar engraçado os chiliques de minha mãe.
Só sei que depois de uma hora no restaurante, apareceu um frango inteiro com cara de ceia e minha mãe fez meu pai comer o frango, como se meu pai fosse o culpado de tudo!
Nem preciso dizer que o dia 01/01/85 foi o dia do frango inteiro, tudo que se dizia de comida sempre perguntávamos se era inteiro, até a lagosta que comíamos questionávamos se era Saci.

Foto real do dia! 31/12/84 - Fotografo: meu pai . Na foto:
Eu. Nair (a prima do meu pai), minha mãe, minha tia Clarice,
meu tio Maneco, Zuleika e o Claudio (seu futuro marido)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Enquanto isso, no aeroporto....

Em 1992, minha sobrinha mais velha, Janaina, foi para Disney. Claro que com 15 anos era algo fantástico para ela e preocupante para os pais, na época tudo era mais complicado na questão de enviar dólares para fora se precisasse em uma emergência ou até as ligações telefônicas internacionais eram mais burocráticas.
Mas tudo ia bem, até termos tido a noticia que a jovem infante torceu o pé em um dos brinquedos e estava com o pé enfaixado. Claro que isso se tornou algo mais ampliado para nos devido a distância, mas os responsáveis pelos jovens turistas haviam tranquilizado os pais, dizendo que era uma simples torção.
Passou-se os dias e finalmente chegou o dia da volta da viagem, claro, fomos todos, tios, tias, avô e avós e os pais buscar a jovem viajante no aeroporto.
Tudo corria normal, minha cunhada se comportava até que normalmente, estava apreensiva, mas sabia que tinha sido apenas uma torção e ficará despreocupada com a filha. Achei que tudo acorreria bem até que, naquela vitrine gigante que separa os que esperam dos que chegam, vistamos a Janaina, com o pé enfaixado e numa cadeira de rodas, pra que, minha cunhada começou a gritar no meio de um centena de pessoas e andar por cima de todo mundo e gritava: - MINHA FILHINHA (note que "minha filhinha" tinha 1.70m e pesava 70kg) e passou por todos e pela policia federal que ficou com medo da mulher ensandecida. Ninguém esperava essa reação, minha cunhada continuava a gritar pela filha dentro do aeroporto e todo mundo olhando. Na hora eu não sabia o que fazer, minha primeira reação foi fingir que não pertencia a família, fui dar as boas vindas ao casal polonês que chegava, sai daquele cortiço internacional e fiquei de espectador a distância.
(Ninguém tinha se tocado, que em aeroporto, se você estiver de pé engessado e não tiver muletas ou bengala, eles te darão o serviço de cadeira de rodas, isso não significa que você ficou paraplégico!)
Minha cunhada, dando continuidade ao show da super mãe, trouxe a pequena infante no colo. Estou pra ver mãezona dessas. Alias, minha cunhada é assim até hoje com seus filhinhos todos com mais de 30 anos.

Janaina, hoje.
Se a mãe a visse com essa cara agora, bateria asas,  iria busca la
no avião!


domingo, 11 de setembro de 2011

Conversa de Lourdes e Mercedes

Lourdes- Hoje eu vou na festa de 80 anos de Valéria, vai ser num buffet!
Mercedes- Que legal! é a filha dela que esta pagando?
Lourdes- Não, ela não tem uma filha chamada Cida! só uma chamada Valdinira!
Mercedes- Cida? que Cida? Vai pagar a festa a Cida?
Lourdes- Tô falando que a Valeria não tem filha chamada Cida!
Mercedes- Quantas filhas tem a Valéria?
Lourdes, já brava- Você nem conhece direito a Valéria e esta dizendo que ela tem uma filha chamada Cida!
Mercedes- Eu? Você que disse que a Cida ia pagar a festa! eu nem sei quem é essa Cida!
Eu que estava tentando dormir, pois esse diálogo se passou as 6 da manhã, ouvi tudo e levantei pra tentar colocar a Cida, a Valéria e a Valdinira nos devidos lugares.
Expliquei para elas onde havia acontecido o erro, as duas não acreditaram muito, mas resolveram jogar carta.


Dona Mercedes e Dona Lourdes! minha tia e minha mãe!
Donas dos melhores dialogos da velhinha da praça é nossa

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Peripécias no clube

Em 1970 meu pai tornou se sócio de um clube de Campo "Clube Fiscal do Brasil" em Santa Isabel. Era (e é, descobri que ainda existe veja aqui) um clube muito legal, com muita mata e muitas piscinas.
Eu um pequenino garoto que pouco conhecia piscina ainda fiquei fascinado com toda aquele mundaréu de água e mato.
Minha família, tios, tios avós, avós, primos e toda a cambada íamos muito, fazíamos picnic, pois tinha áreas enormes para isso.
Pois bem da primeira vez que fui, não via a hora de entrar na piscina com escorregador, achava o máximo aquilo, via as crianças descendo daquilo com tanta alegria que claro que eu também tinha que fazer.  Tinha a piscina para as crianças pequenas que a água chegava no joelho, a piscina para crianças maiorzinhas que a água teria digamos um metro, era lá que estava o escorregador. Eu uma criança de 6 anos, um boto praticamente, um garoto que já havia frequentado todas as piscinas do planeta imaginação, achei que poderia descer de escorregador tranquilamente e descer de cabeça, claro, Eu era o máximo todo mundo descia sentado eu o garoto bambambã, sem falar nada pra ninguém (alias fazia isso demais, tomava a decisão e ia), subi no escorrega e fui de cabeça, como um míssil, como um paralelepípedo desgovernado, desci o escorregador e como um paralelepípedo desci ao fundo e não subia por nada. O Clube, fazendo jus ao nome, tinha um fiscal por perto e veio ao meu socorro ao ver que o garoto míssil paralelepípedo não chegava a tona. Claro, dona Lourdes que estava do outro lado da grade da piscina, estava aos gritos quando viu o fiscal com seu filho que jogava água pelas ventas e não veio afagar o filho, agradeceu o bom moço e quase que tira toda a  água dos meus pulmões no grito, tão meiga quando assustada, essa minha mãe!
Passou-se 2 semanas e o caso David/escorregador/piscina já tinha melhorado, e lá fomos nós de novo com toda a família fazer picnic e aproveitar o domingão. No carro o discurso de nada de entrar na piscina funda (1 metro) só na piscina rasinha  e tal. O tempo virou e nem precisou muitas recomendações pois nós crianças fomos proibidos de entrar na água, os adolescentes entraram, mas era bobagem a gente tentar argumentar, alias o que crianças tinham de argumento forte? Naquela época um não de adulto era lei e ponto, só que estamos falando de David, o garoto que só se ferra. Fui andar com os outros desbravar o clube, ja que molhar não podia, deparamos com um lugar que tinha um bambuzal e do lado tinha uns bezerrinhos separados da gente por uma cerca de arame farpado. Eu o moleque que já nasceu sabendo (por isso me ferrava) resolvi ir até onde estava os fofos bezerros, ao tentar pular a cerca de arame farpado escorreguei, cai, fui fisgado pela farpa do arame e fiquei pendurado bem no meio do tórax pelo arame, resultando num rasgo lindo digno de alguns pontos e um fim de domingo adiantado.
Voltei aparado pelos meus primos mais velhos e acabou a festa, levei mais umas broncas e fomos para São Paulo onde foram me consertar.
O Clube do Fiscal foi uma febre em casa por poucos anos, pois logo depois meu pai acabou comprando o sítio, alias, creio que o clube fomentou a ideia do sítio.

Essa é a foto da minha carteirinha do Clube

Essa foto é recente, mas a piscina deve ser a mesma
 e o escorregador esta no mesmo lugar que o antigo.
Não achei nenhuma foto antiga,
sei que existe na familia alguem que tem
mas por modernismo da época era tudo em slides.


Já até sei o que a Inaie irá dizer: Coitada da Dona Lourdes!


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Contos de terror da minha tia Carmen


Vou explicar direitinho, pra todo mundo entender.
Morávamos em São Paulo, mas passávamos quase todos os finais de semana no nosso sítio, eramos crianças e todas as paixões nos divertiam.
Na época do frio, isso logo no começo do sitio, a Tv era muito limitada a uma antena que mamente pegava um canal ou outro, agora vc imagina o que fazer com tantos pirralhos criativos dentro de uma casa.
Minha tia Carmen era a tia contadora de causos, há muito era limitada fisicamente por uma artrite reumatoide, que lhe tirou toda vivacidade física, mas que em hipótese nenhuma lhe tirou a sua mental e nem a de seu bom humor.
Quando anoitecia, minha tia juntava os fedelhos na varanda da casa, e todos com seus cobertores sentávamos no chão e ficávamos fascinados, ou melhor, horrorizados com as lendas urbanas que ela conseguia colocar dentro do universo de sua juventude. Sempre uns mais medrosos, outros nem tanto e outros como eu, espirrando muito, pois era (e sou) alérgico aqueles cobertores malditos.
Ela começa contando algo engraçado de alguma tia ou prima, que ia passear, em um tal parque Xangai (muito famoso na juventude delas) e fazia muito frio e quando menos esperávamos, ela já estava contando sobre uma tal moça linda que estava por lá com um vestido esvoaçante e que um rapaz se apaixonou por ela, dançaram a noite toda, depois ele foi leva-la para casa, ela era fria e ele preocupado, emprestou lhe o seu casaco, se despediram, ela lhe deu o endereço para que ele buscasse o casaco, quando foi ao endereço disseram que ela não morava mais lá, pois havia morrido fazia pouco tempo e assim por diante. Íamos ouvindo tão compenetrados que nem percebíamos a mudança de clima, quando dávamos conta, já estávamos todos em pânico.
Uma vez ela estava super empolgada contando um história, nem me lembro do que se tratava, mas nos concentrávamos muito em cada palavra que ela dizia, eis que minha tia viu uma estrela cadente e deu um berro apontando para o céu  para que todos a vissem, a tá... quase que morremos enfartados com o susto, teve prima minha chorando tamanho foi susto e minha tia em uma crise de riso, pois a intensão era mostrar simplesmente a tal estrela.
Hoje minha tia Carmen, continua por aqui com seus 78anos, sua artrite reumatoide numa escala de 0 a 100,  esta em 350, cheia de outros problemas de saúde, mas ela continua um bom humor e um riso no rosto que sempre me faz feliz em vê-la.
Ela dá risada mesmo das suas
limitações. [2009]

A gente se borrava, mas não perdia a chance de ouvir
os contos da cripta by Carmen

A historia teve ajuda da Solange, minha prima, que conseguiu lembrar de uma das histórinhas de terror e transcreveu a pra mim.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Compra pai, COMPRA!!

No inicio de 1997, trabalhávamos juntos,  eu, com 32 anos, minha sobrinha Janaina com 20 e meu irmão mais velho Joanes, com 45 anos. No escritório da fábrica de colchões era um tal de entra e sai de pseudo-amigos do meu irmão empurrando tranqueiras para ele comprar.
Em uma das vezes, estávamos eu e a Janaina empolgados em entender um programa que tínhamos conseguido para colocar no computador, nisso chega o Joanes com "amigo" dele e mais meu sobrinho mais novo, esse amigo, começou a se empolgar vendo toda a familia junta e quis vender de qualquer jeito um carro para o Joanes e veio com a seguinte deixa: - Por que você não compra o carro para o seu filho mais velho? e apontou para mim. Claro que eu não deixei a peteca do cara cair e logo entrei no jogo do moço e comecei a choramingar para o meu "pai/irmão" dizendo que eu queria o carro pois eu era o filho mais velho e merecia o carro, a Janaina tambem entrou na brincadeira e começou a brigar comigo dizendo que só eu ganhava as coisas legais e o Joaninho (meu sobrinho caçula) tambem começou a reclamar, parecia uma DR familiar. Meu irmão que estava odiando o fato do cara ter achado que o irmão dele era filho, amarrou o burro e disse que não compraria carro nenhum!
Ficamos nessa de compra aqui compra ali por meia hora até o tal "amigo" ir embora.
Passou-se uma semana e o fulano voltou ao escritório só que desta vez  eu estava sozinho, a primeira coisa que ele me perguntou:
- Cadê seu pai?
Eu resolvi ser mau, resolvi contar a verdade e chocar o cara e ver no que ia dar
-Meu pai? meu pai esta no cemitério, ele esta morto!
O homem, ficou branco! não sabia o que dizer, olhou pra mim meio que em pânico e me disse:
Quando foi isso?
David com seu espírito maligno, respondeu:
-Mês que vem fará 1 ano que ele morreu!
O "amigo" entrou em parafuso... adorei ver a cara de banana dele.
-Mas como? o Joanes não é seu pai?
-Sim o Joanes é meu pai, mas o Joanes que você esta falando e que você tentou vender um carro a semana passada, é meu irmão! Por isso você nunca iria conseguir vender aquele carro para ele. Você detonou com ele.
O cara não sabia o que falar e eu não fiquei com pena.
Não vou mentir, as vezes eu sou mau mesmo.
Vamos combinar que com sobrinhos dessa idade,
da pra passar facinho como irmão deles

sábado, 16 de julho de 2011

Alguem vem me limpaaaaaa!!

Lucas é meu sobrinho que apareceu, não nasceu da forma convencional dos outros, surgiu na família num processo de semi adoção, ou algo assim(visto que ele ainda tem a mãe biológica). Mas isso não o faz diferente dos outros, alias, as vezes tenho a impressão que ele é sangue da família, principalmente da casa de onde mora.
Lucas é filho do Cacique Ubirajara e da Elaine (tenho algumas historinhas deles, é só procurar), Lucas é um garoto mega aloprado faz as artes mais artísticas que existe, ficaria louco se fosse meu filho, mas como é meu sobrinho eu me divirto horrores.
Mas a melhor de todas aconteceu a uns 4 anos atrás quando Lucas estava com seus 4 anos, meu irmão minha cunhada e minha mãe, foram a uma grande loja de material de construção, aquelas que parecem um Shopping e que a gente se encanta com tanta coisa linda e perde horas só sonhando em destruir o piso de casa só pra adaptar aqueles que estamos vendo.
Em um dado momento, deu-se conta que ninguém estava com o Lucas, minha mãe achava que estava com a Elaine, a Elaine com o Bira e assim por diante, quando todos se reuniram, viram que o moleque tinha dado o chá de sumiço. Foi o desespero de todos, foi um tal de corre pra cá e pra lá e nada de acha-lo. Até que apareceu um senhor dizendo que tinha um menino fazendo cocô num vazo sanitário em exposição e gritando pra alguém limpa-lo. Minha mãe e o Bira foram para direção oposta ao que o senhor indicou, deixaram a Elaine passar o mico sozinha. Nada como chegar no local e ver umas 20 pessoas olhando para seu filho fazendo cocô numa privada de exposição e gritando pra limparem, a vergonha é tudo!!


domingo, 15 de maio de 2011

Saias justas que dão para minha mãe

Minha mãe já ganhou algumas saias justas, duas delas, ela jamais esqueceu.
Quando meu irmão Joanes tinha seus 4 anos de idade (1955), minha mãe estava escutando o desabafo de uma vizinha, que chorava, pois seu marido vivia lhe batendo, minha mãe olhava penalizada para a mulher, dava conselhos, tentava acalma-la na medida do possível e apazigua-la, já que na época era inimaginável alguém se separar. Nisso chega o Joanes e ouve parte da história e logo imagina a cena do homem lutando com a mulher e acha legal e não sei por que cargas d´agua, vira para as duas e diz:
-Meu pai também bate na minha mãe!
Minha mãe olhou para meu irmão com os olhos arregalados e disse:
-Joaninho! Seu pai não me bate!!!
Meu irmão, achando legal essa historia de luta, replicou!!
-Ele ta sempre lutando com a senhora!!
Minha mãe que ficou com a cara mais sem graça do mundo, pensou, "se eu ficar insistindo nisso, essa mulher vai achar que eu estou escondendo dela que eu apanho!"
A mulher olhou pra minha mãe, tentou fingir que acreditava na inocência no meu pai, mais fazia cara de "ÉÉÉÉÉ Lurde.... fingi que é heroína, mas leva safanão do marido!", o assunto morreu rápido e ela se foi para casa, feliz, pois sua vizinha levava sova também!
Minha mãe tentou saber o que passava na cabeça do Joanes e ele sem dar muito crédito para o mico da minha mãe, disse que falou porque achou legal ter luta igual os filmes de cinema!

Passaram se 35 anos e minha mãe continuou ganhando saias justas.
Meu filho mais velho, o Kim, estava na escolinha cursando maternal ou algo com esse nome, era 1990, sua mãe não poderia busca-lo, como regra da escola avisamos e deixamos o nome de quem buscaria. Nossa vizinha, que estava de carro, já tinha se proposto a ir, então tudo ficou combinado.
Minha mãe, Dona Lourdes a desesperada de sempre, achou que tínhamos esquecido de buscar ou de avisa-la de buscar. Toda solícita, lá foi ela à escola buscar seu neto. Chegando na escola, meia hora antes do horário, como é peculiar da parte dela, avisou a direção da escola que viera buscar seu neto. A encarregada olhou para a planilha e achou estranho, pois não estava o nome dela. Minha mãe toda segura de si, disse:
-Sem problema, eu sou a avó do Kim, é só traze-lo que ele vai dizer quem eu sou!
E assim foi feito, veio a tia com o pequerrucho com 3 anos e lhe foi perguntado:
-Você conhece esse mulher?
Seguindo a tradição de deixar Dona Lourdes de saia justa, o Kim olhou pra avó e disse:
-Não! não sei quem é!
E se virou e voltou a brincar!
Minha mãe que a essas alturas já nem mais estava de saia justa e sim de saia caída! olhou com um sorriso amarelo para a encarregada e disse:
-Ele esta brincando!
A moça tentou ser simpática e disse que não poderia entregar o menino se ele não a reconhecesse e coisa e tal.
Minha mãe já toda sem graça e sem mais saber o que fazer, só lhe restou dizer um tchau bem alto para o Kim, assim ele perceberia que ela iria embora.
Nesse momento o garoto viu que a brincadeira ia lhe custar caro e resolveu dizer que a velha amarela era sua avó! Para o conforto de todos e alegria geral da nação!
Saias Justas com crianças são o forte da minha mãe!

Nas pontas vitima e criminoso

Semelhança comportamental

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dois tiranossauros nadadores glutões!

No inicio da minha adolescencia, eu e meu primo Roberto, primo do meu lado paterno ( lado da família que eu pouco mencionei até agora), íamos muito nas piscinas do clube Juventus .
Estudávamos no período da manhã e saíamos direto para casa de minha madrinha Maria Rosa, mãe do Roberto, ela já nos esperava com uma travessa gigante se panquecas. Nós como 2 bons adolescentes em fase de crescimento (crescimento para todos os lados, diga-se de passagem) comíamos muitas e muitas panquecas. Logo já estávamos prontos para nossa meta: Ir paras piscinas.
Minha tia preocupada com uma possível desnutrição futura pós exercícios de natação, nos mandava um saco com lanchinhos, lanchinhos que até hoje me dão agua na boca, não pela complexidade dos lanches e sim pelo capricho deles. Ela mandava 8 pães (oito!! algo bem delicado da parte dela) com tomates vermelhinhos, temperados com azeite sal e orégano.
Íamos felizes, já com uma forração de estômago garantida. Ficávamos nadando feito peixes (tá, estávamos mais pra baleinhas) até o sol se por e quando todos os adolescentes, que faziam o mesmo ritual, saiam das piscinas. Íamos para o vestiário rapidinho trocar de roupa, pois estávamos varados de fome, saíamos e sentávamos em frente a uma banca de pastel que tinha dentro do clube. Comprávamos uma coca-cola comíamos em 5 minutos nossa cota de lanchinho e já olhávamos com uma certa tara para os pasteis. Não dava outra, cada um comia 2 pasteis e mais uma coca cola bááásica.
Íamos para casa felizes, pois tínhamos feito nossa parcela esportiva do dia.
Amanhã teríamos mais, amanhã era dia de sair de minha casa para o clube, provavelmente outra comilança outro lanchança, pastelança e um pouquinho de natação.
A gente era muito delicadinho... comiamos pouco!


Eu com uma barriga que não era minha, minhas primas do lado
Ramos, minha mãe e meu pai com um terno do Surfista Prateado.
Não achei foto digitalizada do meu primo Roberto