terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Apertem os cintos, o piloto sou eu!!!

Final de ano,1980, minha cunhada empolgada  faz o convite que todo adolescente espera: -Quer aprender a dirigir? Não preciso dizer que em menos de 3 segundos já estava dentro do carro do meu irmão, um Corcel II zerinho na cor vinho!
Estávamos no sitio, era dias de reveillon, estava a família toda por lá, já chamei meu primo Maurício meu eterno co-piloto e esperamos minha cunhada vir pro carro.
A desculpa era que tínhamos que descer pra cidade pra comprar um bujão de gás (ou botijão para os chatos), colocamos o bujão dentro do porta malas e fomos.
Minha cunhada foi conduzindo o carro até a porta do sitio e depois passou o volante para o experiente novato piloto de carro desligado David. Eu peguei o carro e já sai de primeira sem deixar morrer, mas veja, isso não quer dizer que eu sai bem, eu sai voando!
A estrada era de terra, cheia de curvas, pois era uma serrinha, no volante eu, que tinha "super controle" com o pé no acelerador e no breque, curvas em alta velocidade e freadas dignas de quebrar pescoço, ao meu lado Elaine, minha cunhada que tentava estar calma, no banco de trás Maurício, que ria aos cântaros, não sei se achava tudo engraçado ou estava histérico e mais atrás o bujão de gás no porta malas que batia por todos os lados fazendo um estrago danado no Corcel II Vinho do meu irmão. A cada curva ouvíamos estrondos do bujão, gargalhadas do Maurício, rezas da Elaine e eu? Eu era OOOO piloto feliz.
Depois de ter feito o carro morrer 3 vezes em uma ribanceira, minha cunhada viu a deixa de tomar as redias, digo o volante de volta e fomos comprar o tal bujão de gás.
Quando abrimos o porta mala tinhamos medo de que o carro estivesse com meio metro a mais de tanto que o bujão bateu, mas não, estava tudo no lugar , milagres de São Cristovão o padroeiro dos motoristas.
Voltei dirigindo, na subida o perigo poderia ser menor... bobagem, aconteceu tudo de novo! Só se ouvia o bujão batendo, o Mauricio gargalhando e a Elaine rezando.
Mas eu estava feliz!
A primeira pilotada a gente nunca esquece
Isso era um Corcel II

domingo, 26 de dezembro de 2010

Só fotos Natalinas de familia

Com risco de parecer um fotolog, mas acho que tenho que registrar as fotos desses dias:

Dia 19 fizemos um pré natal

Amigo secreto de 4 ( Déia, Bruno(super amigos), Clark e eu)

Clark ganhando o Aquaman



















Dia 22 fomos na casa da mãe do Clark, Dona Gerusa

Clark, Miguel(sobrinho)  e Eu

Pedro (sobrinho), Gerusa (sogra) e eu
















Noite de Natal com minha foto tradicional com meus filhos
Todo ano tiramos uma foto. Somente os 4
Na ordem: Yan, Winnie, Eu e o Kim



















Não tirei muitas fotos do Natal, caiu uma baita gripe em mim, e fiquei com aquela vontade imensa de não aparecer em nada.

Quarta feira volta as postagens normais

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um conto de natal e outros fatos

Era as festas de 1990, tínhamos  somente o Kim e o Yan, a Jane estava grávida da Winnie.
Tinha planejado a festa de Natal em minha casa e iria estrear a roupa de papai noel, afinal os meninos ja estavam começando a entender do que se tratava e não tinham mais medo daquele "monstro de vermelho".
Dois dias antes do natal fomos convidados para uma confraternização em um condomínio fechado, seria no campo no meio de pinheiros e lagos, onde também teria a chegada do papai noel vindo de helicóptero.
Foi legal, tudo nos conformes as crianças se divertiram bastante, bom lembrar que na época o Kim estava com 3 anos e o Yan 1 ano e 10 meses.
No dia seguinte, dia 23 o Yan amanheceu com sintomas assustadores, ele estava com placas inchadas pelo corpo todo, corremos para o hospital, o quadro era tão assustador, pois a cada minuto ele se transformava, o olho direito inchou na parte de cima e o olho esquerdo na parte de baixo, dava ele um ar de Quasímodo da Disney. Todo mundo do hospital olhava para nosso pequeno monstrinho de estimação.
A médica que nos atendeu, uma médica suuuuper experiente, como já era esperado pela época do ano e por ser no pronto socorro, nos disse que era uma alergia e receitou um anti-alérgico qualquer.
Mandou-nos para casa, 3 horas depois víamos que nada melhorava a aparência de nosso monstrinho e assustados voltamos para o hospital. Dessa vez, fomos atendidos por uma médica oriental que parecia com a Drª Cristina do seriado Grey's Anatomy (uma referencia inexistente na época). Ela olhou para o Yan, viu o que a médica anterior havia receitado arregalou os olhos e disse: -Minha colega foi corajosa em libera-lo somente com esse remédio! O menino esta com Urticária gigante e para ter um edema de glote é muito fácil!  Olhamos com cara de "cadê o nosso chão?" e esperamos saber o que fazer. A médica de imediato aplicou uma injeção de Adrenalina no menino, que logo desinchou e resolveu deixa-lo internado.
Isso mesmo, internado em pleno dia 23 de dezembro, a festa de Natal ja estava 'pras cucuias'. 
Assim foi, passamos a noite do dia 23 para o dia 24 com o Yan chorando e inchando e desinchando, a Jane nervosíssima, além do fato de estar grávida, onde tudo parece pior. 
Quando foi umas 4 horas da tarde, a medica Samurai apareceu e resolveu dar alta para o garoto, nos disse que ele não estava 100%, mas que ficar internado no hospital sem ninguém muito competente em pleno natal, não iria resolver nada. 
Chegamos em casa eram umas 18 horas e eu resolvi que iríamos ter o Natal combinado, ou seja, David tinha que se desdobrar em mil pra fazer a ceia toda ( não adianta, quem me conhece sabe que nessas horas quem cozinha SOY YO). Comunicamos a familia que tudo iria acontecer conforme o combinado e mutirão em casa! Jane e irmãs deram um jeito na casa eu e minha sogra na cozinha. Tudo ficou pronto no horário, tudo mesmo!
Agora tinha o momento climax da festa a chegada do papai Noel. 
O Kim já era mais esperto tinha seus 3 anos e teria que explicar o meu desaparecimento pra ele não associar o papai noel comigo. Peguei uma sacola de feira e disse que iria comprar cervejas e sai pela porta da sala. Entrei pela porta da cozinha e fui para o quarto de empregada onde estava tudo pronto, os brinquedos o saco e a roupa. Me arrumei e fui. 
Quando entrei na sala os meninos gritaram de felicidade e nem perceberam que em baixo daquela imensa peruca que me coçava absurdamente o nariz, estava eu, cansado e não enxergando nada, pois arrumei um óculos de alguém que era cegueta! O Yan tadinho que ainda estava um pouco inchado ficou todo feliz, ganhou uma "tonquinha" (algo com o nome parecido com isso). O Kim vibrava, ja entendia bem o que se passava, mas não percebeu que era o seu pai. Terminei todo o 'Mise-en-scène'  natalino e sai pela porta da sala e fiz todo a operação inversa. 
Entrei em casa com a sacola de feira cheia de garrafas de bebidas e o Kim veio correndo: -Paaai!! o papai Noel veio aqui! Pai? Você era o Papai Noel? 
Eu com medo de ser descoberto por um filho de 3 anos logo emendei: -Nããão, né Kim, olha as garrafas cheias que eu comprei!! 
Ele ficou satisfeito com a desculpa e foi me contar as novidades. 
Foi loucura ter feito a festa de ultima hora com o Yan ainda doente, Vê-lo todo feliz ganhando presente do papai Noel logo após ter passado tudo que ele passou no hospital, pagou todos os esforços do mundo, valeu tanto a pena que faria isso sempre! ( alias fiz isso muitas e muitas vezes).  

Esse garotinho deu entrada no hospital parecendo o Quasimodo

Bem na época dos fatos

Claro que isso é só pra efeito de ilustração
Eu de papai Noel na época estava bem melhor.


Agora o Yan esta com quase 22 anos de idade e esta totalmente curado daquele episódio, claro!
Então aproveitando que o post  fala sobre ele, estou postando o clipe de apresentação de sua Banda.

A Banda Muziki

 




Acho que este é meu ultimo post antes do Natal, então eu quero desejar a todo mundo que passeia por aqui;
Um imenso e Feliz Natal.
Beijos e Abraços a todos.



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

De rolinho em rolinho eis nossa árvore de natal!

Todos os anos procuramos fazer uma árvore de natal não convencional, este ano confesso que fiquei a margem da criatividade. Todo o mérito foi para o Clark.
Este ano aproveitando que temos assinatura de Estadão ou seja temos muito jornal velho, resolvemos fazer (resolvemos é força de expressão ele resolveu) rolinhos e rolinhos de jornal pra ver depois o que faríamos.
Deu nisto uma árvore de rolinhos... ficou genial!
O Clark achou melhor deixar na cor de jornal mesmo, no inicio eu achei que deveria ser pintada, mas depois de pronto passei a concordar com a ideia!
Os adereços sim tiveram minha participação mais intensa, já que eu sou o rei do fuxico ( opa! fuxico de pano, ok?), fizemos fuxicos vermelhos e colamos na árvore, aproveitamos enfeites de outros anos pra reciclar o que já tínhamos e deu nesta árvore.
Sem presentes, pra ver os detalhes
E com presentes , pra ver que a gente não é tão muquirana

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A onde mesmo?

As vezes a gente tenta não ter malícia, mas fica impossível.
Dois casos distintos com pessoas distintas aqui na Câmara:
História 1:
 Estou em um gabinete importante da casa de leis, uma das assessoras vira e fala pra mim:
-Nossa! a minha Sheid amanheceu coçando muito.
Eu fiz o que? eu olhei mesmo pra direção da possível Sheid dela, e comecei a dar risada. Rackeline ficou brava, disse que eu era malicioso e que ela estava falando da cadela dela que estava com carrapatos!
Convenhamos o moça esta sentada e do nada me fala isso e quer que eu pense o que?
História 2:
Estou na recepção conversando com as recepcionistas e comento que acordei com caîmbra na batata da perna.
Uma delas brincando disse:
-Eu acordei com caîmbra na minha abobrinha!
A Josi, a outra recepcionista, sentada com os braços pra cima e aproveitando o gancho, disse:
-Hoje eu acordei com caîmbra no meu xuxu!
Nisso estava entrando o presidente da Câmara que ouviu perfeitamente a declaração da Josi, ele tentou ser elegante fez cara de paisagem e cumprimentou a, mas a Josi olhou para o presidente e  fez cara de "Xi! to toda cagada!"
Quanto eu? sai de perto pra poder rir e ri muito.

[claro que os nomes estão trocados... quer dizer mais ou menos trocados]

Uiii tô toda cagada!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Colheitadeira profissional

Outro dia dei o link do blog para minha ex-cunhada, afinal falei dela aqui e ela mostrou para a mãe, minha ex-sogra que eu também tinha escrito sobre ela.

Minha ex-sogra quando encontrou comigo, foi falando que faltava coisa pra contar, me lembrou de uma história de umas férias.
Então com a devida autorização da pessoa micada, aqui vai a historinha.
Era final de 1988, a Jane, minha ex esposa, estava no fim da gestação do nosso segundo filho o Yan, o Kim era pequeno tinha apenas 1 ano e 3 meses, fomos passar férias em um hotel fazenda e levamos minha sogra.
Cascão ( não sabe por que Cascão?, vai ter que ler a historinha da minha sogra la no link de cima) andava pra cima e pra baixo com Kim. Uma tarde resolvemos passear pela fazenda do hotel e encontramos um imenso pé de manga carregado de frutas. Começamos a jogar pedras para que as mangas caíssem. Cascão num rompante de menina de 12 anos e com todo o orgulho armazenado em seus 40 anos, disse em voz alta:
-Vou mostrar pra vocês como se pega manga!
E pois se a subir no pé de manga de maiô e bermuda de lycra, quando no alto e já se pois a pegar algumas mangas, não feliz com isso, resolveu ir até a ponta onde havia bastante, só que Cascão esqueceu que não pesava mais 30kgs e sim 80kgs e o galho quebrou e Cascão caiu de 4 no galho de baixo que quebrou, que e caiu de 4 no outro galho, que foi quebrando até Cascão chegar esborrachada no chão com uns 6 galhos quebrados entre suas coxas.
Gritava feito louca de dor e eu e a Jane tendo uma crise de riso, a única pessoa preocupada com a queda dela era o Kim, que viu a avó caída e começou a chorar.
Eu claro, não pude perder a oportunidade e lhe disse:
-Realmente essa maneira de pegar mangas é totalmente diferente! nunca pensei que fosse assim!
Cascão amarrou um burro, voltamos para o hotel e não se falava mais nada, até o dia seguinte.
No dia seguinte, Cascão resolveu dar um tapa no visu, só que esqueceu de trazer uma pinça pra arrumar as sobrancelhas e caiu na besteira de pegar um aperelho de barbear pra arrumar. UUUU fez caca... cortou a metade!
Resultado: Piscina com meia sobrancelha, um par de hematomas gigantes na parte interna das coxas, uma filha e um genro com cara de risada a semana toda!

Cascão hoje, uma mulher chic, nem mais a chamo
de Cascão, agora é Carmen!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Estou sem internet

Por falhas entre eu e a Dona Net, estou a mais de semana sem serviços na minha casa.
Minha ausência nos blogs alheios tem justificativa. Aqui na Câmara é difícil, quando não estou num corre corre danado, meu computador esta congestionado por pessoas que se julgam donos dele.
Segundo promessa da Dona Net, sexta feira será o dia que tudo voltará ao normal. Tenho ainda alguns posts automáticos até lá!
Agradeço a compreensão. (para com a Dona Net)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Como assim, ta vivo?

Decididamente eu não era o garotinho que passava o dia na rua jogando bola, empinando pipa ou jogando taco, fazia tudo isso homeopaticamente, acho que homeopaticamente demais, pois minha mãe se irritava demais em me ver tanto dentro de casa.
Uma que eu era um ser arteiro, eu colocava fogo nas coisas, pegava tesoura e picava a cortina, recortava foto de casamento, desenhava nas paredes e isso vamos concordar, deixava minha mãe louca, ela criava lendas urbanas a torta e direita, bem do tipo: se cortar papel dentro de casa, morre a mãe. Se abrir o guarda chuva dentro de casa, morre a mãe. Se andar em cima da mesa, morre a mãe (nota-se que tudo morre a mãe, algo próximo a chantagem de uma mãe judia).
No inicio de 1973, estava então com 8 para 9 anos, eram minhas férias, minha mãe, com o saco cheio de policiar a casa, pede para eu andar de bicicleta, uma das coisas que eu gostava de fazer muito (meia hora).
Sai lindo, com minha bicicleta Tigrão da Monark, mal dei uma volta e já colidi com um outro garoto. Cai em cima da bicicleta Caloi do menino e naquela época, era comum tirarmos a proteção plástica da alavanca do breque, que no caso da Caloi era um absurdo pois era quase uma faca. A então quase faca entrou feito faca ( adoro essas frases non senses) no meu pescoço bem onde estaria a jugular. Começou a jorrar sangue e eu fiquei preso no guidão da bicicleta. O garoto viu a cena do sangue e já saiu correndo, medo que a policia viesse e fosse prende-lo.
Todo esse acidente foi em frente a minha a casa, onde minha mãe estava regando o jardim, nem preciso dizer que Dona Lourdes quase pulou o muro da casa pra me socorrer.
Eu sangrava muito, minha mãe pegou uma toalha e foi atrás de um salvamento.
Naquela época não tinha esse negocio de resgate, só restava apelar para vizinhos ou quem tivesse um carro disponível. Acabei indo para o pronto socorro em um Ford 1939, parecia carro de Gangster Nova Iorquino.
Entrei no pronto-socorro pela porta da frente feito artista, já que meu problema aparentemente era grave, alguns meses antes do meu acidente um garoto havia morrido com o mesmo breque de bicicleta enfiado no pescoço.(Abrinq não deveria existir ou ninguém se importava).
Fui cuidado, e não foi detectado hemorragia nenhuma, ficaria de observação em casa.
Nesse interim meu pai já estava por lá, teríamos que ir em um cardiologista (não fazia ideia o por quê). Mas já era noite e fomos atrás de algum que ainda estivesse em seu consultório. Por ironia fomos parar em um tal doutor Oswaldo Cruz (olha lá... sou velho, mas esse Oswaldo Cruz não é aquele Sanitarista do inicio do século).
Enfim, cheguei em casa por volta das 21 horas e minha casa estava lotada de gente esperando o corpo, pois todo mundo achava que teria um velório.
Droga! o defunto veio andando!!!
Meses antes do acidente
Minha ambulância de Gângster


Claaaro que eu ira por uma montagenzinha!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Aspirantes a Macabéia na Odisseia do Danúbio Azul

Em 1976, logo após ter sido reprovado na segunda época em português, retornei a 5ª série, só que sem a famigerada professora de francês e agora em outra escola.
Na época, era muito popular se matricular em um curso de datilografia. Claro que eu tinha fazer uma média em casa e também queria aprender a mexer em maquina de escrever. Eu e meus primos fomos nos matricular em uma escola perto de nossas casas, uma escola muito antigas, familiar, onde o pai dava aula, a filha e o genro também davam aula, ou seja a família vivia disso. (não sei como).
A sala de aula única era antiga, já naquela época, tinha umas dez mesas cada qual com uma maquina de escrever PROFISSIONAL, como dizia o velho professor.
As aulas no começo eram um porre, começávamos a treinar as teclas la se ia ASDFG -SDFGA -DFGAS - e assim por diante todo o teclado durante o primeiro mês.
Inicialmente nos comportávamos feito anjinhos, a professora filha, era muito legalzinha estava grávida, era toda simpática com aquela criançada. Mas nossa professora foi parir e deixou o professor pai, agora Avô, pra dar aula pra nós, o professor avô, era um pedófilo ( a gente nem fazia ideia que isso estava errado) e ele era todo bonzinho com minha prima e com nós era um carniceiro. Nunca fez nada além da simpatia para com a Kátia, mas com a gente era um saco, tudo que a gente fazia estava errado ou sujo.
Em um dia que ele foi almoçar ( sim a escola era tão doméstica, que eles iam almoçar, a faxineira, fazia limpeza no meio das nossas aulas) ficamos sozinhos.
Deu a louca em um amigo nosso e começamos do nada a assoviar a valsa Danúbio Azul e no pan-pan, fazíamos com a máquina de escrever, claro que um monte de criança besta, aquilo era a diversão e nem nos tocamos que o professor Mesozóico ouviria e reclamaria. E como! esse homem entrou na sala aos gritos falando que éramos isso e aquilo, que só a mocinha era boazinha que não podíamos mais estudar juntos e coisa e tal.
Logo ele quis mudar o horário da Kátia e eu fui atrás. dividiu em duas partes, meus primos e amigos ficaram naquele horário, a Kátia e eu, ficamos em um horário totalmente alternativo.
Era tranquilo, as aulas começaram a ficar cada vez mais chatas, o velho dava um livro, ora a Odisseia, ora a Ilíada para abrirmos em qualquer pagina e começar a datilografar.
Agora veja, crianças de 12 anos com a Ilíada ou a Odisseia para datilografar em uma pagina qualquer? Pouta que los parill de coisa chata!
Logo no segundo dia percebemos que ele só lia as 3 primeiras linhas e as 3 últimas linhas do que datilografávamos, não deu outra, pegávamos o texto e começávamos a criar histórias totalmente loucas, do tipo: Odisseu tinha uma banda de rock e saiu pelo mundo, Penélope vivia em perigo fugindo de Homero Gavião e assim por diante, como inventávamos, não precisávamos copiar, e se não precisávamos copiar, datilografávamos muito mais rápido, o professor vovô dava váááários pontos para nós dizendo que éramos os melhores alunos!

Datilografia se aprende, paciência não!

A maquina era parecida com essa, só que na versão BlackBerry
Eu e a Kátia exatamente na época que
 fazíamos o curso de datilografia