sábado, 30 de outubro de 2010

OOOO que onda, que festa de arromba!

Em Abril de 1977, meu irmão cacique Ubirajara casou, seu casamento ficou marcado para todo o sempre nos anais da historia da família..... Pode-se utilizar o termo anais nos dois sentidos se preferir....
Meus pais, a exemplo do casamento do meu irmão Joanes, que tinha sido um ano antes, fizeram uma imensa festa, um jantar para 600 pessoas no Clube Juventus, um dos clubes mais bem cotados da cidade, na época.
Meu pai que também era exagerado em tudo, não poupou nada, lembro de ver caminhões de frutas do Seasa parados por lá. Bebidas, claro, não poderia faltar, como poderia deixar de faltar? Tinha uma abundância de bebidas que já era um prenuncio de algo grande.
Vamos ao tal casamento.
Tudo correia na mais tranquila cadencia, aquela infinidade de gente, crianças pra cima e pra baixo, a banda tocando, todo mundo dançando, outros fazendo pose do lado dos noivos para foto.
Como toda festa, sempre forma as panelas, em um canto, os parentes da noiva, outro os amigos da faculdade, em outro os parentes do pai no noivo, do outro lado da mãe do noivo, vizinhos e assim por diante.
Teve a hora de alguém da faculdade pegou a gravata do noivo e começou com aquela história de cortar, passou por todo o salão. Só que esse alguém chegou de volta no grupo da faculdade já sem a gravata, e o pessoal de lá ficou bravo por não ter participado. Alguém ergueu os braços pra falar ( coisa de gente da Moóca) e pegou despercebido um garçom que passava com um monte de pratos e copos sujos. Claro, caiu tudo, literalmente, caiu tudo a festa toda caiu com essa bandeja.
Meu irmão mais velho, que já estava pra la de Bagdá, veio correndo achando que tinha briga. Os parentes dele ( entenda-se os parentes da mulher dele), quando viram ele correndo para o barulho foram acudi-lo, os parentes da minha mãe viram os parentes do meu irmão, acharam que iam bater nele e foram em cima e por vai. Era parente batendo em parente que não se conhecia.
Certo momento vi meu irmão correndo atrás de um cara, que logo reconheci como namorado de uma prima, meu irmão corria com 2 garrafas na mão, eu pulei de cavalinho no meu irmão feito peão, claro que nem durei os 8 segundos necessários para ser classificado para o rodeio, mas foram o suficiente para que o rapaz pulasse para dentro do bar do salão e em seguida visse meu irmão jogando as garrafas para dentro do bar quebrando tudo.
Teve um tio meu que achou graça em ver todos os instrumentos da banda, abandonados no palco, claro que os músicos fugiram... e resolveu quebrar a guitarra na cabeça do primeiro que passa-se e depois um tambor da bateria. Todo mundo perdeu a noção, claro que menos meus pais, os noivos, a mãe da noiva, minha cunhada mais velha e eu que estava chocado no canto.
Eu sei que em questão de segundos formou-se uma briga gigante, algo próximo entre uma briga de saloom do velho oeste com uma festa irlandesa.
Os amigos da faculdade do Bira, que foram o foco da bandeja caída, saíram correndo do lugar, acho que só pararam de correr quando amanheceu o dia.
Depois de tudo terminado, só sobrara meus pais e eu, meu pai correndo atrás do prejuizo que fora gigante, lembro que ele gastou o mesmo valor da festa com o prejuizo, minha mãe ja tinha passado a fase do choro e estava na fase de tentar desvendar os culpados de tudo. Nem preciso dizer que parte da culpa ela jogou no meu pai, dizendo que ele deu muita bebida pra todo mundo. Mas ao mesmo tempo ela estava aliviada, pois o pessoal mais chique da festa ja tinha saido quando começou o show.
Eu prometi que quando casasse, não teria festa, alias, deve ter sido a promessa de vários primos meus, pois demorou muito tempo pra que um de nós fizessemos festa de casamento.
Claro que a briga ao fundo é para efeito de ilustração...
vejam como eu estou novinho.
nós na frente estávamos de verdade no casamento

11 comentários:

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

(obrigado pela visita ao blog! e adorei tudo por aqui, aqui eu fico!).

que horror essa festa! era pra ser uma alegria só e virou um vale-tudo!

por causa de uma bobeira o barraco foi armado, o quebra quebra geral e seu pai q pagou o pato e os copos quebrados!

eu tb me fiz essa promessa, depois de participar de uma festa meio parecida hahha.

eu era moleque ainda...
amigo do meu pai, ia se casar. na festa chegou a amante do cara, cobrando satisfação. trouxe irmão, primo, cunhado... e a família da noiva foi lá brigar. saiu o maior quebra pau.

noiva chorando, noivo sendo acusado de galinha, amante berrando... um mês depois a separação afff...
fora a porrada que comeu solta, meu pai me levou embora bem na hora do barraco (não o perdoo por isso até hj rs)
abraços!

Letícia G. Cruz disse...

kkkkKKKkkk, sem comentários.

Cintia Branco disse...

David,

Que festança, kkk, digna de filme italiano, kkk, adorei!
Sabe que também nunca ganhei nada em sorteio, foi a primeira vez e foi especial, que clichê, não é?! Mas é verdade.
Vou descansar muito, mas não no puff, porque esse é o lugar mais difícil de ter acesso nessa casa, só falta os vizinhos entrarem na fila.
Beijos

a. luz disse...

David,
Quem não tem um barraco familiar pra contar?hahahahahahaha...

Bjos e bom feriado por ai tbm!!!

Heloisa Pinhatelli da Silva disse...

Essa história é sensacional. Mesmo depois de vc já ter me contado, morri de rir!
Ah, caso aquele download não tenha dado certo, tenho o DVD aqui. Qualquer coisa:
- msn: heloisilva@hotmail.com. Também vale pra email.

Kelly disse...

Olá, te encontrei no blog do Daniel SAvio e vim conferir, gostei de tudo aqui, voltarei sempre tá?
Agora o casamento é um caso a parte, que grande confusão hein!!!!
Abraço

Carla Farinazzi disse...

Oi, David

Lindo blog!

Já cheguei no meio da confusão, hein! rsrsrs Adorei a história do casamento.
No casamento da minha irmã, no final da festa teve um rolo assim. Só me lembro da maquiagem borrada da mulherada, de tanto chorar. rsrsrs. Hoje damos risada, fazer o quê?

Beijo

Carla

Meias de Seda (Suzy) disse...

Uau! Isso que eu chamo de festa animada...rs
Beijos, David!

Tati disse...

hahahahahaha que festão heinnnn. Toda familia tem umas festas dessas para contar, eu pelo menos tenho várias hahahahahahah
beijokas
Tati

Moro em um Kinder Ovo disse...

Minha adolescencia foi marcada pela vinda dos primos de SP, nos feriados e nas ferias. Vivia no interior de Minas, sem internet, sem DDD, sem celular e as novidades chegavam com os primos. Véspera de carnaval, chega o primo. Cabelo nos ombros, bermuda de seda de surfista do Hawai. No primeiro mergulho, a bermuda colada mostrava os adereços. Por mais que o meu avô pedisse - "se gosta do cabelo corta e coloca em um saco e leva para onde quiser" - o moço continuava conquistando TODAS as caipirinhas. Primeira noite de carnaval. No Club social (ainda existem??) as marchinhas carnavalescas e o Don Juan conquistando. Os mocinhos da terra resolveram acabar com tanta folga e só vi cadeiras voando. Todo mundo entrou na briga!!! E não teve mais carnaval na cidade este ano.

Kelly disse...

Poxa, me desculpa pela confusão rsrsrsrs
O blog oficial é o http://simplesmentevivendoavida.blogspot.com
bjs